Encontro na UTE Canoas aproxima colaboradores da Petrobras de projeto com aldeias Guarani no RS

Apresentação do Projeto Ar, Água e Terra na Refap reuniu liderança indígena, colaboradores da UTE Canoas e artesãs Guarani em um encontro que integrou conhecimento, território e responsabilidade socioambiental

Na manhã desta quinta-feira (23), colaboradores da Usina Termelétrica de Canoas (UTE Canoas), da Petrobras, participaram de um encontro que aproximou diferentes realidades em torno de um mesmo compromisso: o cuidado com o meio ambiente e o fortalecimento de saberes tradicionais. Realizada na Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), a atividade contou com apresentação do Projeto Ar, Água e Terra — iniciativa executada pelo Instituto de Estudos Culturais e Ambientais (IECAM), com patrocínio do Programa Petrobras Socioambiental —, além de uma feira paralela de artesanato indígena com a presença de artesãs Guarani.

A programação incluiu uma palestra conduzida pela coordenadora do Projeto e presidente do IECAM, a bióloga Denise Wolf, que apresentou aos colaboradores o escopo, os resultados e os impactos da iniciativa junto às aldeias participantes no Rio Grande do Sul. O Projeto atua na promoção da segurança alimentar, recuperação ambiental e fortalecimento da autonomia das comunidades indígenas, com foco em práticas sustentáveis e na valorização de saberes ancestrais.

Ao lado dela, um dos coordenadores indígenas do Projeto e Cacique da Teko’a (aldeia) Anhetenguá, em Porto Alegre, José Cirilo Pires Morinico, trouxe uma perspectiva essencial sobre a relação dos povos indígenas com a natureza — não apenas como recurso, mas como entidade viva. “A água tem espírito. A planta tem espírito. Todo ser vivo tem espírito. Por isso, o ser humano também precisa colaborar para fortalecer a natureza, para que a gente possa viver. Porque enquanto existir indígenas no Brasil, vai existir planeta, vai existir natureza”, destacou o líder Mbyá Guarani. Em sua fala, o Cacique também reforçou a importância de iniciativas que garantam condições para o reflorestamento e a preservação ambiental, especialmente diante dos desafios contemporâneos enfrentados pelas comunidades.

Emerson, profissional da Refap, recebendo do Cacique Cirilo kit sobre o projeto com aldeias Guarani no RS
Emerson, profissional da Refap, recebendo do Cacique Cirilo kit sobre o projeto com aldeias Guarani no RS

O encontro foi marcado ainda por reflexões sobre diversidade, sustentabilidade e o papel das empresas na construção de um futuro mais equilibrado. Representando a Petrobras, Karen Cássia Nissen Machado, da área de Responsabilidade Social da Refap, ressaltou a relevância de apoiar projetos que integrem dimensões sociais e ambientais. “A gente tem muito a aprender com quem cuida da natureza desde sempre. Iniciativas como essa ajudam a recuperar um pouco do que foi degradado e mostram que o nosso trabalho vai além da produção de energia; envolve também responsabilidade com os territórios e com as pessoas”, afirmou.

Além das apresentações, o público presente pôde conhecer e adquirir peças produzidas por artesãs Guarani, em uma feira que evidenciou a riqueza cultural e o vínculo entre tradição e sustentabilidade. A ação integrou a programação alusiva ao Dia dos Povos Indígenas, celebrado em 19 de abril, e reforçou a importância de ampliar o diálogo entre sociedade, empresas e comunidades tradicionais.

Artesã Guarani expôs suas peças para a equipe da Refap/Petrobras. Créditos foto: IECAM/Divulgação
Artesã Guarani expôs suas peças para a equipe da Refap/Petrobras. Créditos foto: IECAM/Divulgação

Ao participar desse encontro, o Projeto Ar, Água e Terra reafirma seu papel como ponte entre dois mundos — conectando conhecimento técnico e ancestral, cidade e território, desenvolvimento e preservação. Mais do que compartilhar resultados, a iniciativa propõe uma mudança de perspectiva: reconhecer que o futuro passa, necessariamente, pelo respeito à diversidade e pela construção coletiva de soluções sustentáveis.

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