Durante a SIPAT, artesãs expuseram e comercializaram peças produzidas nas aldeias, enquanto o Projeto Ar, Água e Terra apresentou a funcionários e convidados ações voltadas à recuperação ambiental e à sociobiodiversidade
Cestos trançados, esculturas em madeira, colares, pulseiras e outras peças produzidas nas aldeias Guarani ganharam espaço nesta segunda-feira (5) na Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), em Canoas. A participação do Projeto Ar, Água e Terra na Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho (SIPAT) colocou lado a lado artesanato, geração de renda, cultura e conservação ambiental em uma feira voltada a funcionários e convidados da refinaria.
Das 11h às 14h, artesãs Guarani apresentaram e comercializaram diretamente seus trabalhos. As peças carregam técnicas, referências e conhecimentos transmitidos entre gerações e mantêm uma relação direta com os materiais disponíveis nos territórios e com as formas de expressão das comunidades.
A presença das artesãs também abriu espaço para a conversa com o público. Quem passou pela feira pôde conhecer mais sobre a produção das peças, observar diferentes tipos de cestaria e esculturas e entrar em contato com aspectos da cultura Guarani a partir das próprias comunidades.
Ao lado da exposição de artesanato, o Projeto Ar, Água e Terra apresentou parte do trabalho desenvolvido nas aldeias do Rio Grande do Sul. Livros, folders, cartilhas e outros materiais foram distribuídos durante a atividade, reunindo informações sobre recuperação e conservação ambiental, sociobiodiversidade e formas de aproximação respeitosa aos territórios Guarani.
Entre os materiais disponíveis estava a cartilha “Visitar com respeito”, produzida para orientar quem chega às teko’a (aldeias) sobre cuidados e atitudes importantes durante a visita. Também foram apresentados conteúdos relacionados às ações de recuperação e conservação ambiental realizadas pelo Projeto e à troca de saberes que orienta o trabalho desenvolvido com as comunidades.
A participação na SIPAT amplia um dos caminhos adotados pelo Ar, Água e Terra para aproximar públicos diferentes da realidade das aldeias. Nesse processo, a divulgação das ações ambientais caminha junto à valorização da cultura e à criação de oportunidades para que os próprios Guarani apresentem seus conhecimentos e comercializem sua produção.
Realizado pelo Instituto de Estudos Culturais e Ambientais (IECAM) em parceria com comunidades Guarani no Rio Grande do Sul, o Projeto Ar, Água e Terra tem patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental.
