Para acompanhar as áreas de reconversão produtiva, recuperação e conservação ambiental, e contribuir para a gestão sustentável dos territórios indígenas, além de fomentar atividades como etno/ecoturismo, foi iniciada a produção de novo etnomapeamento na Teko’a Anhetenguá (Aldeia da Verdade), localizada em Porto Alegre (RS),
Os mapas de “uso” da terra e etnomapas são realizados em colaboração com as aldeias participantes do projeto. O processo é conduzido com uma metodologia participativa de mapeamento coletivo, realizada pelos/com os colaboradores indígenas e não indígenas.

A abordagem envolve um levantamento conjunto de significados e usos das áreas, respeitando a perspectiva de cada aldeia. Como resultado, foram definidas sete principais classes ou categorias de “uso” da terra:
- Reconversão produtiva (kokue): áreas destinadas à recuperação de práticas agrícolas tradicionais.
- Recuperação de áreas degradadas (yvira’iky ty): espaços para regeneração ambiental.
- Conservação de biomas (ka’aguy): regiões destinadas à preservação de florestas e outros biomas.
- Corpos d’água (y’y): proteção de rios, lagoas e outras fontes hídricas.
- Áreas sagradas, de passeio e trilhas (opy e tape’i): locais de valor espiritual, cultural e de circulação.
- Áreas construídas (o’o renda): espaços ocupados por edificações e estruturas.
- Áreas de lazer e esporte (ougaty): locais destinados a atividades recreativas e esportivas.
O trabalho de etnomapeamento realizado na Aldeia Anhetenguá é desenvolvido em parceria com a Escola Estadual de Ensino Indígena (EEEI) Anhetenguá. Esse processo contribuiu para o fortalecimento da gestão territorial, a valorização dos saberes tradicionais e a integração de práticas sustentáveis, evidenciando a eficiência da metodologia participativa na elaboração de soluções compatíveis com as necessidades e a cosmovisão dos povos indígenas.



