Vida e Cultura Guarani
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    Guarani reforçam importância do cultivo de árvores

    Indígenas discutiram a preocupação com aldeias que pouco ou não possuem vegetação nativa

      24 Set   |   2012
    Guarani reforçam importância do cultivo de árvores


    Para os Guarani tudo na natureza tem espírito, logo é sagrado. E por compreenderem o valor de cada ser no equilíbrio do todo, os indígenas da etnia valorizam o trabalho de cultivo de árvores nativas realizadas de forma conjunta com o IECAM dentro do projeto Ar, Água e Terra: Vida e Cultura Guarani.

    Assim as aldeias Itapoty e Pindoty (Riozinho/RS), Nhuu Porã (Maquiné/RS) e Ka’aguy Pau (Caraá/RS) se reuniram para discutir a importância das árvores nativas dentro das oito áreas indígenas que fazem parte do projeto. O encontro, realizado na aldeia Itapoty, foi estimulado pelo Dia da Árvore (21 de setembro).

    Participaram do evento os caciques, monitores indígenas do projeto Ar, Água e Terra: Vida e Cultura Guarani, algumas famílias e os técnicos do IECAM Paulo Roberto Marques de Fernandes (Tecnólogo em Desenvolvimento Rural), Virginia Koch (Bióloga) e Beatriz Osório Stumpf (Educadora Ambiental).

    Vejam alguns relatos dos Guarani:

    • “A mata traz a chuva, por isso também precisamos plantar cada vez mais árvores nativas” - José Verá, cacique da Aldeia Nhuu Porã
    • “A palavra guarani vem do coração e para nós sentir a planta e ser feliz é uma oportunidade que Nhanderú (Deus Nosso Pai) nos dá. O povo guarani não perdeu os seus costumes, nós nos criamos através do ‘espírito sagrado’. A planta nos dá alimento, sombra, medicina e o projeto nos dá uma grande oportunidade e condições para trabalhar” - Felipe Brizoela da Aldeia Pindoty
    • “Precisamos trabalhar cada vez mais unidos e também com as crianças, jovens, adultos e velhos” - Miguel , cacique da aldeia Itapoty

     

    Os indígenas também concluíram que existem poucos Juruá (não índios) trabalhando com os Guarani, sendo primordial haver esta parceria para a melhoria da qualidade de vida nas aldeias. Discutiram, ainda, sobre as espécies de maior importância para cultivar nas aldeias, destacando aquelas utilizadas para o artesanato, construção das casas, frutíferas nativas e plantas usadas na medicina.

    “Oportunizar estes encontros entre as aldeias é uma atividade importante, pois nestes as famílias se sentem muito fortes para discutir seus temas de interesse, reinando uma grande harmonia” salienta Virgínia Koch. O projeto Ar, Água e Terra é patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Ambiental.