Vida e Cultura Guarani
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    Dia do Índio

    “Hoje, depois que a mata cresceu, os animais estão voltando, já tem bugio, tatu, tem borboleta, pássaros. Temos erva-mate, frutas nativas. Assim, as pessoas ficam com mais saúde porque o espírito fica mais feliz”, comemora o cacique da Aldeia da Lomba do Pinheiro (Tekoá Anhetengua), José Cirilo.  

      19 Abr   |   2018
    Dia do Índio

    O Projeto Ar, Água e Terra: Vida e Cultura Guarani tem a satisfação de homenagear a população nativa do Brasil na data nacional em que se comemora o Dia do Índio. 

    Para a semana foram preparadas uma série de atividades com as aldeias com as quais o projeto trabalha, há quatro anos, no Rio Grande do Sul.

    O projeto realiza ações visando a gestão sustentável dos territórios indígenas sob a coordenação do Instituto de Estudos Culturais e Ambientais (IECAM), com o patrocínio do Programa Petrobras Socioambiental. 

    Estão sendo realizados encontros com lideranças indígenas das aldeias participantes do projeto, programas de educação ambiental e, para finalizar a semana do Índio, será montado um espaço para divulgar a Cultura Guarani e as ações do projeto. A atividade será no emblemático Brique da Redenção, no Parque Farroupilha, em Porto Alegre, no domingo 22 de abril, entre 9h e 17h.

    O histórico dos povos guarani revela modos de vida integrados aos ecossistemas florestais, por meio de um manejo sustentável, que permitia a extração de alimentos, medicamentos e matéria-prima para a construção das casas e para a confecção de utensílios, instrumentos e adornos. “Um dos problemas enfrentados pelas aldeias é que as áreas disponibilizadas, atualmente, nem sempre apresentam florestas, sendo algumas bastantes degradadas devido a monoculturas anteriores e outros sistemas de produção de grande impacto”, explica a bióloga Denise Wolf, Coordenadora Geral do IECAM. “ 

    “Hoje, depois que a mata cresceu, os animais estão voltando, já tem bugio, tatu, tem borboleta, pássaros. Temos erva-mate, frutas nativas. Assim, as pessoas ficam com mais saúde porque o espírito fica mais feliz”, comemora o cacique da Aldeia da Lomba do Pinheiro (Tekoá Anhetengua), José Cirilo.



    A atuação da equipe multidisciplinar do projeto se fundamenta no respeito e na valorização da Cultura Guarani, com sua visão de mundo, seu ritmo de vida, distribuição do tempo, divisão de atividades por gênero. Eles, em contrapartida, aceitam sugestões ecológicas para resolver os problemas derivados das condições atuais de vida.